quarta-feira, 3 de maio de 2017

DAS PERIPÉCIAS DO STF

          Então, ontem o nosso glorioso STF soltou o "guerreiro do povo", José Dirceu. Vou poupá-los de ler aqui a vasta biografia desse senhor, e especialmente os motivos que o levaram ao cárcere. Vou me ater ao Supremo Tribunal Federal que, após longa discussão resolveu liberar o mentor e comprovadamente maior articulador de todo o propinoduto, conchavos e roubalheiras públicas de nossa história recente.
          O que explica isso? O que os juízes levaram em consideração para tomarem essa decisão? Como esse caso foi apreciado pelo STF???
          Vou transcrever abaixo uma analogia elaborada por um amigo advogado (Jose Brito), que talvez possa nos dar uma luz ao tema, ou pior, nos deixar mais indignados ainda.



 
 

 Ontem um cliente me perguntou se era difícil recorrer ao STF, daí resolvi explicar de maneira didática sem juridiquês, não sei se entendeu, ao final da minha explanação nós rimos, e muito:


Suponhamos que nesses meus 18 anos de advocacia meu desejo sempre foi que um recurso (espermatozoide) fosse conhecido, julgado e provido (fecundado) no óvulo (Corte do STF), porém o método convencional nunca funcionou, pois além do uso da pílula anticoncepcional e do DIU que ela (STF) usa, ainda possui endometriose, ovário policístico (Filtros para barrar recursos), e ainda me submeti a operação de vasectomia, ou seja, IMPOSSÍVEL êxito na minha intenção.
Por outro lado, de outra banda, todavia, entretanto e por conseguinte, se contratar uma "clínica especializada em inseminação artificial" pagando um caminhão de $$, o óvulo que sempre rejeitou os espermatozoides ou que nunca os conheceu em razão das dificuldades que a "vida" impôs será liminarmente fecundado e serei, enfim pai de um lindo e saudável recurso...
E segue a fecundação recursal! (Jose Brito)



E abaixo, a foto dos ministros que votaram a favor!!!
Parabéns!!!



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CARPE DIEM

          Antes que me acusem, como escutei de um grande amigo meu, de estar virando "preguiçoso" e estar postando aqui no Blog apenas textos de outros (obviamente que dando os créditos ao autor), comento que tenho feito isso com uma certa frequência devido a qualidade desses textos. É nada mais do que dar crédito e enaltecer um autor pelas belas palavras postas no papel.
          E assim sendo, segue um texto fantástico, que segundo me informaram foi escrito por RUTH MANUS e que vale ser lido e relido...


O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.

Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.

E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais.

E todo mundo ficou frustrado.

Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.

E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. 

E agora? O que está acontecendo?

Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.

Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão.

 Quem somos nós?

Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?

Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem!

Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? 

Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? 

Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? 

Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?

Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo."

Simples assim!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

NOSSA SOCIEDADE_A situação no Espírito Santo (e no Brasil em geral!)

A dias estava pensando em escrever sobre o caos vivido pelo belo estado do Espírito Santo. O texto rascunhado começava com uma alusão ao nome daquele estado e terminava perguntando qual seria o futuro dos capixabas...
Sinceramente foram tantas cenas e tantos comentários, que não consegui formular um texto mais coerente e por fim acabei recebendo em um grupo de WhatsApp o texto abaixo. Infelizmente não sei quem é o autor pois gostaria de parabenizá-lo. Boa leitura!!


"Pelo visto, as coisas estão se encaminhando... A polícia está recuando e o Governo está distribuindo ameaças a policiais e seus familiares.
Bom para todos nós, não é!? Será mesmo? Não vou responder para não criar polêmica, mas não posso deixar de ponderar algumas coisas.
1) o ES está dando um recado ao Brasil. Nossa segurança não é sólida, é forjada através de armas e uniformes.
2) não vamos ser ingênuos... o juramento do militar para proteger e defender a sociedade existe sob a premissa natural de que essa mesma sociedade é merecedora desse mister, é boa, é essencial e justa para com todos os seus membros. Eles não são programados (como robôs) para servir e proteger, eles são inspirados!
3) Os episódios de vandalismo e criminalidade escancararam nossas desigualdades sociais mais uma vez. A polícia que muitos estão ofendendo são o único escudo entre uns poucos privilegiados e outros muitos "excluídos"...
4) Nossa revolta precisa ser melhor trabalhada e direcionada. Vamos ficar revoltados porque não podemos passear no shopping? Fazer nossa caminhada?
"Que se dane que eles não são dignamente remunerados, são nossos servidores não é? Pagamos o salário deles!"
"Se não quiserem ser policiais, façam outra coisa, não é?"
Lindo isso! Assim vamos ajudando a construir nossas castas... repito, eles não são robôs.
Trabalharão por inspiração ou sobrevivência. Se a população não os valorizar, não haverá inspiração e se não lhes permitir sobreviver condignamente, não restará nada.
5) Nossa sociedade precisa repensar os rumos que o país está tomando. Não se sustenta um discurso de escassez enquanto assistimos o deleite público de muitos.
Estamos esquentando uma panela de pressão social!
Corrupção, privilégios, regalias (para uns) convivem com discurso de austeridade, restrição e escassez... para outros.
6) Não podemos mais conviver com um policial ganhando R$ 2.000,00 e um Deputado ganhando R$ 27.000,00. Acho que ficou clara a essencialidade das funções.
Não podemos mais compactuar com um salário de R$ 2.000,00 para professores e R$ 45.000,00 para magistrados e promotores.
Não podemos mais aceitar o repasse de 2 milhões para um hospital e 819 milhões para fundos partidários!!! (Não inventei esse número não, está na LDO 2017).
Pessoas também morrem nesta divisão, não apenas quando policiais não saem às ruas...
As pessoas precisam questionar isso! A omissão também gera consequências.
7) nessa toada, pode ser que cheguemos a um momento em que a sociedade será tão privada dos seus direitos básicos que não permitirá que ninguém mais possa usufrui-los.
"Cruzes! Vc dirá!!! Que exagero!"
Mas não é o que experimentamos nessa semana??? Ou melhor, uma pequena prova.
Esperemos (e trabalhemos) para que esses dias nunca cheguem. Se chegarem, veremos o que é barbárie e caos verdadeiro."

sábado, 7 de janeiro de 2017

DEUS!! Melhor explicação que já vi!!

Recebi essa msg e gostaria de parabenizar o autor. Muito muito bacana realmente!!


FANTÁSTICA ESTA ANALOGIA

No ventre de uma mãe haviam dois bebês.

Um perguntou ao outro: "Vc acredita em vida após o parto?"
O outro respondeu: "É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde." "Bobagem", disse o primeiro.
"Que tipo de vida seria esta?"
 O segundo disse: "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora."
O primeiro retrucou: "Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos.O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação."
O segundo insistiu: "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico."
O primeiro contestou: "Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?"
"Bem, eu não sei", disse o segundo, " mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós."
O primeiro respondeu: " Mamãe, vc realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?"
O segundo disse: "Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir."
Disse o primeiro:" Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe."
Ao que o segundo respondeu: "Às vezes, quando vc está em silêncio, se vc se concentrar e realmente ouvir, vc poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa".

Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

EMPREENDEDORISMO

          Hoje, 05 de outubro, comemora-se o dia do Empreendedor. Achei pertinente escrever algo a respeito já homenageando de antemão os abnegados empreendedores brasileiros.

          Primeiramente, vale comentar a origem desse dia: 

"Em 5 de outubro de 1999, quando o governo FHC instituiu a lei 9.841, nasceu o primeiro Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. O documento revogava o decreto anterior a respeito do tema (9.317/1996), que dispunha sobre o regime tributário dessas companhias e criava também o Simples Nacional. De acordo com o texto, o então novo registro vinha assegurar às pequenas empresas um "tratamento jurídico diferenciado, simplificado e favorecido" previsto na Constituição Federal. O estatuto de 1999, que deu origem à data na qual o Dia do Empreendedor é comemorado, valeu até a assinatura da lei complementar 123/2006. Sancionada pelo governo Lula, a lei surgiu para tratar de critérios que definissem as micro e pequenas empresas, como suas faixas de rendimento anual e formas pelas quais elas pagariam os tributos. O texto seria novamente alterado em 10 de novembro de 2011, pela lei 139, que vigora até hoje."

          Mas a grande pergunta é?  Tem o empreendedor brasileiro algo a comemorar:

A preparação para a vida de empreendedor passa primeiramente por 05 desafios:

01- TRABALHO EM EQUIPE
02- OSCILAÇÕES DE MERCADO
03- MANUTENÇÃO DA ORGANIZAÇÃO
04- FORNECEDORES
05- SAÚDE FINANCEIRA

          Não bastassem esses 05 pontos, em especial no Brasil, temos uma "mão invisível" que em nada se assemelha aquela mão de Adam Smith... muito pelo contrário, é um verdadeiro fardo governamental que além de complicar em demasia a vida do empreendedor com um emaranhando jurídico, ainda o onera com impostos irracionais e que invariavelmente jogam esse visionário para a informalidade e/ou abandono de seu sonho.

          Segundo dados do SEBRAE, 27% das empresas fecham no seu primeiro ano e 60% em seu segundo ano. Pode se afirmar que um dos motivos é a falta de conhecimento administrativo o que, aliado a uma falta de cultura empreendedora em nossa sociedade, acaba por infelizmente aniquilar essas empresas.

          Não querendo parecer pessimista nem negativo e lembrando que esse post é comemorativo, termino esse relato dando os parabéns aos empreendedores... parabéns pelo seu espírito inovador, pela garra e pela tentativa de mudança cultural inclusive. Parabéns pelo seu dia!!!!!



quarta-feira, 29 de junho de 2016

Vereadores: 9 , 13 , 15 , 17, 19 ou 21? O problema está no Sistema ou nas Pessoas?

          Pegando o gancho do post de 13/junho onde comentava sobre a utilização de boas ideias (behcmarking), transcrevo abaixo um excelente texto com propostas concretas de moralização e profissionalização da administração pública municipal.
          O texto, recheado de ótimas propostas é de autoria do grande amigo e iguaçuense de coração Wanderley Bertolucci Teixeira, e explicita um projeto que eu particularmente gostaria de ver aprovado. Apesar de ter sido publicado ainda em 2011, com essa nova tentativa recente dos "nobres" vereadores de Foz em aumentar a quantidade de cadeiras na Câmara, torna-se atual e nos leva a uma reflexão para melhor posicionamento a respeito do tema.
          Excelente leitura e agradeço se puderem comentar com melhorias e alterações nessa proposta.




Proposta Alternativa para  Câmara Municipal de Foz do Iguaçu / ACIFI  /ICVB  /OAB   

1 - Criação imediata de um Curso de Organização Social Política, com apoio dos órgãos públicos, disponível para qualquer cidadão de forma  gratuita e principalmente aos dirigentes e membros de partidos, candidatos para 2012, vereadores do atual mandato, para que exista uma certificação de participação de curso em conjunto com  a Justiça Eleitoral e suporte do Ministério Público Estadual e Federal, atendendo nossa Legislação Eleitoral, bancados e mantidos pelas Entidades Iguaçuenses, Faculdades, Igrejas e ONGS. Teria que ser implantado em 2011 com vistas às eleições de 2012, com carga horária e grade, discutidas, definidas e aprovadas.

2- Manter os 15 vereadores e reduzir de 4 cargos que cada vereador tem poder de nomeação, para 3, sendo:

a- UM (1) assessor indicado pelo vereador eleito, desde que não configure nepotismo ou nepotismo cruzado na busca dos princípios constitucionais da impessoalidade, transparência e probidade e  atendendo a súmula vinculante 13 do STF que desde agosto de 2008 proíbe a contratação para cargos de confiança de parentes até o terceiro grau por agentes públicos, excluído o cargo de Ministro e Secretaria de Estado;

b- UM (1) assessor indicado será o  primeiro suplente do partido de acordo com sua votação;

c- UM (1) assessor obrigatoriamente terá  formação técnica com nível superior e preferencialmente com doutorado;

*** Os 15 assessores dos vereadores mencionados no item c acima seriam especialmente nas áreas ambientais, econômica, auditoria, jurídica, mercado exterior, turismo, saúde, educação, logística, infra estrutura, legislação, Mercosul, com definição da comunidade por intermédio das entidades representativas em conjunto com a Câmara Municipal num projeto de assessoria técnica a todos os vereadores na parte legislativa , bem como discutir as questões locais, conferir e fiscalizar os atos do executivo Municipal com relação à Administração e Gastos de Orçamento.

3- Estabelecer o limite máximo previsto de 3%  da receita do município, criando uma lei específica para regulamentar o tema, para despesas e insumos da Câmara Municipal  podendo ser revisto de acordo com necessidade e sustentação técnica dentro de novo pacto político social com a comunidade Iguaçuense, suas entidades representativas e Câmara Municipal;

A sociedade iguaçuense teve um momento muito duro na escolha de seu novo modelo no início da década de 2000, apoiando o  combate ao contrabando, o ilícito e estimulando o desenvolvimento econômico e social sustentável. A diretoria da  ACIFI naquele momento, teve uma participação firme, forte e decisiva, percebendo com clareza o bônus a médio e longo prazo da sociedade em geral e assumindo o ônus  e  os riscos inerentes do momento, trabalhando com com ética, respeito e transparência, tanto interna quanto externa.

Novamente estamos num divisor de águas.  Que seja percebida a mudança de postura e atitude da  sociedade que decide interferir de forma contundente em seu  destino. Que os agentes públicos entendam que não são donos dos órgãos públicos e sim meros mandatários do povo.

Que também a sociedade desperte e saia da mera crítica, e caminhe para o envolvimento e comprometimento em participações partidárias, contribuindo para oxigenar os partidos políticos com novas ideias e posturas, estabelecendo o contraditório interno e externo.

Claramente todos atores percebem a necessidade de mudança.  O que  esta se definindo é o modelo mínimo de consenso.  Que não seja um confronto.
       
Que seja a busca incessante de transformar o fim maior da política:  O Bem Comum

segunda-feira, 13 de junho de 2016

DAS BOAS IDEIAS

          Um dos jargões mais utilizados pela administração moderna trata do BENCHMARKING. Em linhas gerais, estimula uma empresa, a partir de boas práticas de outras, examinar e adaptar ao seu próprio negócio, padrões positivos, comparando seu desempenho com outras instalações. Não se trata te uma "cópia ou plágio de ideias" simplesmente, vai mais além, pressupondo uma interação e cooperação entre as partes.
          Nessa linha de "olhar o mercado" e adaptar o que é bem feito em outras praças, na administração pública bons exemplos e projetos inovadores de outras cidades e estados também devem ser analisados para que os gestores apliquem em suas próprias cidades. Um bom exemplo desse tipo de ideia que poderia servir de exemplo para o Brasil todo ( e especialmente para Foz do Iguaçu), é o projeto de ciclistas poderem levar as bikes nos ônibus. Uma excelente ideia que transcrevo na íntegra abaixo como sugestão a nossos legisladores. 


Curitiba testa projeto para ciclistas levarem bikes nos ônibus.

Curitiba começou a testar, nesta sexta-feira (10), o “BRT-Bike”, um projeto-piloto que permite a ciclistas embarcar no transporte coletivo com suas respectivas bicicletas. Os testes se estenderão por pelo menos um mês, restritos à linha Centenário/Campo Comprido, que cobre o eixo leste-oeste da capital paranaense. Se aprovada, a iniciativa será ampliada para outras linhas, conforme demanda apontada a partir de estudos técnicos.
“É um projeto-piloto desenvolvido com uma tecnologia caseira, com o objetivo de integrar os modais de transporte”, definiu o prefeito Gustavo Fruet (PDT).
A linha Centenário/Campo Comprido foi escolhida para a fase de testes por ter uma “demanda manifesta” de ciclistas, que seriam beneficiados por essa integração com o sistema de ônibus. Neste período de experiência, dos 24 biarticulados da linha, apenas um foi equipado com os engates, aos quais as bicicletas viajam presas.
A adaptação do biarticulado do “BRT-Bike” consiste na instalação de travas metálicas no fundo do ônibus (com entrada pela porta “5”), nos quais duas bicicletas podem ser engatadas por cintos de segurança. De fácil operacionalização, o equipamento será manejado pelos próprios ciclistas. O aparelho custou R$ 6,5 mil, pagos pela Urbanização Curitiba S/A (Urbs), neste projeto-piloto. A entidade ainda não definiu quem cobriria os investimentos, caso a iniciativa fosse aprovada e estendida a outras linhas.
O ônibus do “BRT-Bike” está identificado por uma logomarca azul, afixada na porta “5” do veículo. Os ciclistas podem embarcar em qualquer horário, mas apenas nos terminais Campo Comprido, Campina do Siqueira, Capão da Imbuia, Vila Oficinas e Centenário, além de na estação-tubo da Praça Rui Barbosa.
“A bicicleta não é uma única solução de mobilidade, mas uma das soluções. A ideia é integrar. O ciclista pode fazer o trajeto de ônibus até um terminal e, por exemplo, em vez pegar um alimentador, fazer o restante do percurso de bicicleta”, disse o assessor de mobilidade da Secretaria de Trânsito, Jorge Brand, o Goura.

Tempo de operação

O presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Junior, disse que, no período de testes, técnicos da empresa ficarão de olho, principalmente, no “tempo de operação” do “BRT-Bike” – ou seja, quantos minutos os ciclistas vão gastar para embarcar com as bicicletas e engatá-las no equipamento. Além disso, a Urbs vai avaliar eventuais transtornos que o projeto venha a causar a outros usuários, especialmente nos horários de pico.
“Já estamos fazendo estudos na pesquisa ‘origem-destino’, em que estamos observando questões comportamentais no transporte coletivo. Este será mais um aspecto analisado”, disse Silva Junior.
Segundo o presidente da Urbs, o “BRT-Bike” se soma a outras iniciativas que contemplam as bicicletas como modal de transporte. Nos últimos meses, Curitiba investiu na implantação de ciclovias e da Via Calma no Centro – em um perímetro em que os carros são obrigado a trafegar a um limite de 40 quilômetros por hora. Além disso, no ano passado foram implantados paraciclos em todos os terminais de ônibus, em um total de 228 vagas.

FONTE:  GAZETA DO POVO
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/curitiba-testa-projeto-para-ciclistas-levarem-bikes-nos-onibus-1a15g5nwn5nw7gvgwudgusjso?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=midia-social