terça-feira, 22 de julho de 2025

MATRIZ DE RISCO

 

Você sabe o que é e para que serve a Matriz de Risco nas licitações públicas?

Com a entrada em vigor da Nova Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021), diversos dispositivos foram incorporados com o objetivo de modernizar e tornar mais eficientes as contratações públicas no Brasil. Entre essas inovações, a Matriz de Risco se destaca como uma das ferramentas mais estratégicas para garantir previsibilidade, segurança jurídica e equilíbrio na execução contratual.

Mas afinal, o que é essa tal matriz? Para que serve? E como ela se aplica, na prática, aos editais e contratos públicos?

A Matriz de Risco é um instrumento que distribui, de forma clara e antecipada, as responsabilidades entre a Administração Pública e o contratado quanto aos riscos que possam surgir durante a execução do contrato. Seu objetivo principal é evitar disputas futuras, reduzir incertezas na formulação das propostas e assegurar que o contrato permaneça viável mesmo diante de eventos imprevistos, como atrasos na liberação de licenças, alterações econômicas relevantes ou eventos de força maior.

Trata-se de um verdadeiro mecanismo de governança contratual, cuja previsão está expressamente prevista no artigo 103 da nova Lei de Licitações, especialmente nos contratos de maior vulto ou complexidade, como obras, serviços de engenharia, concessões e parcerias público privadas.

O modelo que compartilho nesta publicação foi elaborado com base na experiência prática em pregões e procedimentos licitatórios, e está estruturado para facilitar o preenchimento campo a campo, incluindo itens como o evento de risco, a causa provável, o impacto no contrato, a parte responsável e as estratégias de mitigação e resposta. É um documento que pode — e deve — ser adaptado conforme o objeto da contratação, sempre com apoio técnico e jurídico da equipe responsável.

👉 Se você atua com licitações, contratos, planejamento ou fiscalização, este material de apenas 5 capítulos, poderá auxiliar seu trabalho:


1. Introdução: O que é a Matriz de Risco?

A Matriz de Risco é um instrumento que integra o edital de licitação, especialmente em contratos de maior complexidade (como obras, serviços de engenharia ou contratações integradas), com a finalidade de distribuir entre a Administração e o contratado os riscos que possam afetar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Ela estabelece, de forma clara e prévia, quais eventos imprevistos ou extraordinários são de responsabilidade da Administração e quais são do contratado. Com isso, evita-se a judicialização futura, torna-se o contrato mais previsível e permite que os licitantes formulem suas propostas com maior segurança.

A exigência da Matriz de Risco está prevista de forma explícita na Lei nº 14.133/2021, sendo facultativa (mas recomendável) em contratos regidos pela Lei nº 8.666/1993, quando essa for a norma aplicada.


2. Por que a Matriz de Risco é importante?

A Matriz de Risco:

  • Promove a transparência na alocação de responsabilidades.

  • Reduz o risco de litígios durante a execução contratual.

  • Possibilita a formação de propostas mais adequadas por parte dos licitantes.

  • Preserva o equilíbrio econômico-financeiro do contrato ao antecipar cenários adversos.

  • Garante eficiência na execução do contrato, já que as responsabilidades estão previamente estabelecidas.


3. Base legal da Matriz de Risco

  • Art. 103, §1º da Lei nº 14.133/2021:

    “O edital deverá conter a matriz de riscos, com a alocação objetiva e equilibrada dos riscos entre as partes, considerando a capacidade de gerenciamento de cada uma delas.”

  • Art. 22, §2º da Lei nº 14.133/2021:

    “O contrato poderá prever a alocação de riscos entre as partes, mediante a identificação de eventos supervenientes ao contrato cuja responsabilidade será atribuída ao contratado ou à Administração.”


4. Como preencher a Matriz de Risco – Campo por campo

A seguir, explico os principais campos que normalmente compõem uma Matriz de Risco, com sugestões de preenchimento e comentários técnicos:

4.1. Evento de Risco

O que é:
Descrição do fato futuro, incerto e com potencial de afetar o contrato.

Como preencher:
Liste eventos como: variação cambial, aumento do custo de insumos, atraso em licenças ambientais, intempéries, greves, falhas de fornecimento, entre outros.

Exemplo:
– Atraso na emissão de licença ambiental.
– Oscilação do dólar superior a 20% impactando materiais importados.


4.2. Causa Provável

O que é:
Indica a origem ou fator causador do risco.

Como preencher:
Relacione a causa ao evento. Exemplo: “demora de órgãos ambientais”, “crise econômica internacional”, “força maior”, “mudança legislativa”.

Exemplo:
– Morosidade do IBAMA na emissão da autorização.
– Crise internacional no fornecimento de aço.


4.3. Impacto no Contrato

O que é:
Explica como o risco pode afetar a execução do contrato.

Como preencher:
Mencione se o impacto será em prazo, custo, qualidade, ou segurança da execução.

Exemplo:
– Atraso no cronograma da obra em 60 dias.
– Aumento de 15% no custo do lote de materiais importados.


4.4. Parte Responsável pelo Risco

O que é:
Identifica quem será o responsável por arcar com os efeitos do risco: a Administração ou o contratado.

Como preencher:
A lógica aqui é alocar o risco à parte que tem melhor capacidade de gerenciá-lo. Isso depende da natureza do risco.

Exemplo:
– Administração (em caso de atraso por licença).
– Contratado (em caso de falha técnica no projeto executivo).


4.5. Estratégia de Mitigação

O que é:
Medidas preventivas que serão tomadas para evitar ou reduzir o impacto do risco.

Como preencher:
Descreva ações como cronogramas realistas, planos de contingência, cláusulas contratuais específicas, seguros, entre outras.

Exemplo:
– Estabelecimento de prazo mínimo de 120 dias para licenças antes da mobilização.
– Contratação de seguro de variação cambial.


4.6. Estratégia de Resposta (se o risco se concretizar)

O que é:
Define o que será feito se o risco ocorrer.

Como preencher:
Indique reequilíbrio econômico-financeiro, prorrogação de prazo, acionamento de cláusula de rescisão, indenização, entre outros.

Exemplo:
– Adiantamento de parcelas para recompor fluxo de caixa.
– Solicitação formal de reequilíbrio contratual.


4.7. Observações Complementares

O que é:
Espaço para registrar acordos específicos, cláusulas adicionais, jurisprudência relacionada ou outras informações relevantes.

Como preencher:
Use este campo para registrar elementos que não se enquadram nos demais ou que servem como base interpretativa.

Exemplo:
– “O risco de escassez de insumos será compartilhado entre as partes, conforme tabela de variação de preços do IBGE.”
– “Aplica-se a cláusula de força maior prevista no item 7.2 do contrato.”


5. Conclusão

A Matriz de Risco é, portanto, uma ferramenta jurídica e gerencial estratégica, que favorece a segurança jurídica e operacional dos contratos públicos. Ao preencher a matriz, é essencial que o pregoeiro ou equipe técnica envolvida considere não apenas os aspectos legais, mas também a realidade prática da contratação, o histórico de eventos semelhantes e a capacidade de gestão de riscos da Administração Pública.

Sua correta elaboração exige uma análise técnica e jurídica integrada, muitas vezes com o apoio de setores como engenharia, planejamento, jurídico e contabilidade. Quando bem estruturada, a Matriz de Risco é uma aliada na boa governança pública e na gestão contratual eficiente.


Adm. Dr. Karl Stoeckl






segunda-feira, 9 de setembro de 2019

PORQUE A TEORIA, NA PRÁTICA, FUNCIONA


No dia do Administrador, publico um texto de Carlos Alberto Junior, presidente da TECNISA.

Porque a teoria, na prática, funciona.

Por que não repetir os modelos de sucesso em vez de tentar reinventá-los? A tentação de reinventar a roda é sempre muito grande. Quem não quer deixar sua marca na organização com novos produtos, processos ou estratégias? É evidente que as boas inovações geram lucros expressivos. Afinal, tendemos a pagar mais pelo novo, pelo inusitado e pelo exclusivo. Aliás, vale definir o que é inovação. Trata-se de um produto ou serviço cujo valor no mercado excede seu valor intrínseco. Isso quer dizer que o cliente aceita pagar um prêmio pela novidade. Portanto, a inovação valerá, se puder seduzir seu público-alvo. Nem só de inovações, entretanto, vive o mundo dos negócios.

A continuidade, o volume e a escala ainda são fatores determinantes da competitividade. Eis aí a questão: inovar muito, inovar pouco ou não inovar? Inicio uma reflexão sobre o mundo dos negócios. Há quem valorize preferencialmente a prática, isto é, a ação transformadora, a operação e a obtenção de resultados. 

Normalmente, esta é a visão predominante das pessoas corajosas, capazes e empreendedoras.
Excelente! Se todos os empresários brasileiros seguissem esse paradigma de conduta, aceleraríamos ainda mais rumo ao desenvolvimento. No entanto, essa energia realizadora frequentemente é desperdiçada pela falta de conhecimento da teoria, seja no start-up empreendedor, no estabelecimento de uma política de recursos humanos, na administração financeira, no sistema de vendas e distribuição, no marketing ou na comunicação com fornecedores e clientes.

O conhecimento da teoria e de suas aplicações auxilia tremendamente as decisões do dia-a-dia. Reduz a taxa de erros, enquanto eleva a de acertos. Dessa maneira, encontramos uma chave para o problema. Inovar é necessário, sim, sempre. Mas a inovação inteligente depende de uma consulta aos casos de sucesso e aos saberes cientificamente  organizados, isto é, à teoria.

A inovação pode constituir-se, por vezes, no simples aprimoramento de algo já existente. Os produtos da revolução digital são exemplo inequívoco dessa tendência. Mágica ou magia? A ciência da administração não tem mais do que cem anos. Ainda que jovem, é abrangente o bastante para apontar os caminhos e práticas que garantem lucratividade e longevidade às empresas.

Estudar suas ferramentas teóricas permite ao gestor prever problemas, detectar oportunidades, inovar, andar mais rápido e crescer. No mundo da gestão, não há mágica, mas há magia. Não é um ambiente de truques. Mas é encantador liderar pessoas, criar valor e aperfeiçoar a sociedade por meio da oferta de melhores produtos e serviços.  A administração dos negócios nunca será uma ciência exata.
Ao contrário, hoje sabemos que gerir é uma tarefa contingencial: não há regras fixas, nem soluções únicas para cada problema. Assim, conhecer os erros e acertos do passado, de grandes e pequenas companhias, de empresários fracassados ou vitoriosos, é fundamental para quem precisa decidir com segurança. Como ensina Peter Senge, criador do conceito de Learning Organization, o processo permanente de aprendizado nas companhias exige atenção aos ventos da transformação, diálogo e pensar compartilhado, ou seja, a reflexão sobre a teoria demanda a iniciativa e o entusiasmo de gestores e também de seus grupos de trabalho.

De modo cooperativo, as mentes podem converter a teoria em ferramenta sempre atualizada, moldável à solução de problemas ou ao aproveitamento de oportunidades. O compromisso de Magia da Gestão será mostrar que a teoria, na prática, funciona, desde que você a conheça e saiba utilizá-la como guia para a ação transformadora. Vamos experimentar?

sábado, 30 de março de 2019

A VIDA EM COMUNIDADE

A VIDA EM COMUNIDADE



    Desde tempos remotos, quando o homem sai das cavernas e junta-se em tribos e clãs, o convívio entre as pessoas começa a ser testado e começam a ser colocadas em prática, virtudes inerentes aos humanos como tolerância, bom senso e até um pouco de resignação.

     São esses provavelmente, os maiores pilares do convívio em sociedade.

    Se somos impelidos a morar cada vez mais próximos, dentro de cidades sufocantes, inseridos em nossos trabalhos, confinados em escritórios e com poucos minutos para as refeições (essas também realizadas em conjunto com vários outros desconhecidos), há uma crescente busca por um ambiente melhor para se viver. Alguns chamam esses locais de Condomínios (prédios ou os tão sonhado Condomínios Horizontais Fechados com suas ruas largas, casas imponentes e convivência pacífica e paradisíaca).

    Ao pensar em qualidade de vida, a grande maioria das pessoas escolheria para se morar, um local protegido por muros, com área de lazer privativa, controle de acesso e dividindo todas as despesas relativas a esse conforto com seus, agora praticamente, irmãos vizinhos.

    Para morar em coletividade é fundamental lembrarmos do velho ditado que diz que “seu direito termina onde começa o do outro”… mais pura verdade. Para um convívio minimamente harmônico, faz-se necessário o conhecimento de que regras existem e que precisam ser respeitadas. Acima disso porém, talvez saber relevar pequenos “deslizes” dos vizinhos pode também ser um fator preponderante para essa harmonia nos condomínios.

    Trata-se em alguns momentos tentar mostrar o outro lado da moeda, antecipando-se ao problema… isso vale também para nossas relações diárias: quando seu vizinho teima em não cumprimentá-lo, cumprimente-o você antecipadamente, se possível com um belo sorriso. Não há carantonha que resista a um sorriso espontâneo.
Se seu vizinho insiste em deixar a “sujeirinha” do cachorro como cartão de visitas, tente talvez, sutilmente, apresentar a ele um folder daquelas pazinhas e sacolinhas vendidas nos PetShops para recolher essa "lembrança".
Quando incomodar-se pelo barulho que vem do apartamento ao lado, vá outro dia até a casa do vizinho e, com uma desculpa, convide-o para tentar assistir TV ou escutar o rádio em sua casa, enquanto a filha dele faz as aulas de violino (ou bateria) do outro lado da parede (entendo que essa tática é mais complicada mas a efetividade dela é comprovada). Essa técnica mostrará que você não é aquele monstro sem cultura e impertinente que ele imaginava e você também entenderá o outro lado do colega.

    Retirei do site sindiconet.com.br que por sua vez consultou o site do O DIA Online, 20 conselhos básicos para viver em um condomínio. A grande parte deles serve também para Condomínios Fechados:
  1. Antes de comprar ou alugar um imóvel, conheça as regras que regem o condomínio. Lembre-se que ainda que você não concorde com algumas delas, terá que obedecê-las porque elas foram decididas pela maioria;
  2. Para começo de conversa, cumprimente sempre seus vizinhos. Seja simpático e gentil. Isso não custa nada e vai garantir sua boa imagem perante todos;
  3. Frequente as reuniões de condomínio por mais chatas que possam parecer, pois é lá que os assuntos de interesse de todos são discutidos e votados. Quem não comparece fica sem condição de discutir depois;
  4. Evite comentar fatos da vida alheia com qualquer pessoa. Fofocas geram discussões e brigas;
  5. Respeite os empregados do condomínio e o trabalho que eles fazem. Jamais solicite trabalhos particulares em horário de serviço no condomínio;
  6. Barulho só até às dez da noite e depois das oito da manhã. Nesse intervalo, respeite o silêncio;
  7. Se fizer uma festa em sua casa e houver barulho, comunique o síndico e os vizinhos com antecedência e lembre-se de compensar a paciência dos vizinhos de alguma forma, como presenteando-os com docinhos ou flores, por exemplo;
  8. Evite andar de salto dentro do apartamento, sobretudo se o isolamento acústico do prédio não for lá essas coisas;
  9. Trafegue com animais e compras somente pelo elevador de serviço. Animais, sempre que possível, devem permanecer no colo, você nunca sabe quem tem pavor de bichos. Caso perceba que a pessoa que entrou no elevador tem medo, segure ainda mais firme seu animal e procure tranquilizar o vizinho;
  10. Se, ao contrário, for você que está entrando no elevador com o cachorro e já tiver algum morador, é gentil perguntar antes se a pessoa se incomoda com a presença do animal;
  11. Jardins, playground e áreas comuns não são quintal de cachorro. Passeios com animais devem ser feitos na rua e, é claro, saquinho na mão para recolher as fezes do bichinho;
  12. Não caia na armadilha de entrar em discussões com vizinhos. Diante de qualquer provocação mantenha-se calmo e comunique o fato ao síndico, que deverá tomar providências;
  13. Jamais, em hipótese alguma, chame a empregada da vizinha para trabalhar na sua casa;
  14. Faça uma lista com os nomes das pessoas para deixar na portaria quando for usar o salão de festas;
  15. Atente para que a decoração do seu hall de entrada não incomode o vizinho (se for um hall comum). Idealmente, é sempre melhor tentar fazer alguma coisa em conjunto. Convidar para um cafezinho e sondar as preferências do outro costuma funcionar;
  16. Sempre devolva o carrinho de compras do prédio ao local em que fica disponível a outros condôminos;
  17. Não circule em trajes de banho pelo prédio. Use canga ou equivalente;
  18. Não segure a porta do elevador enquanto conversa;
  19. Quando dois carros se encontram, o que está entrando na garagem tem a preferência;
  20. Estacione dentro de sua faixa na garagem e não use a vaga como depósito.
    Moro com minha família há muitos anos em condomínio, por vezes em prédio e recentemente em condomínio horizontal. Já vi todos os tipos de pessoas convivendo nos mesmos locais, gente educada, gentil e feliz e outros nem tanto. Alguns implicantes e infelizes e, em alguns momentos, pessoas indiferentes. Cabe a cada um de nós fazermos nossa parte, acreditarmos em nossas verdades e entendermos as verdades alheias. Se não tivermos esse discernimento, qual a solução??? Voltar a morar nas cavernas?


QUANDO PARTICIPAR DE UMA REUNIÃO DE CONDOMÍNIO, NÃO DEIXE QUE ACONTEÇA COMO NA PROPAGANDA DA TIGRE.  rsrsrssrrs



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quarta-feira, 3 de maio de 2017

DAS PERIPÉCIAS DO STF

          Então, ontem o nosso glorioso STF soltou o "guerreiro do povo", José Dirceu. Vou poupá-los de ler aqui a vasta biografia desse senhor, e especialmente os motivos que o levaram ao cárcere. Vou me ater ao Supremo Tribunal Federal que, após longa discussão resolveu liberar o mentor e comprovadamente maior articulador de todo o propinoduto, conchavos e roubalheiras públicas de nossa história recente.
          O que explica isso? O que os juízes levaram em consideração para tomarem essa decisão? Como esse caso foi apreciado pelo STF???
          Vou transcrever abaixo uma analogia elaborada por um amigo advogado (Jose Brito), que talvez possa nos dar uma luz ao tema, ou pior, nos deixar mais indignados ainda.



 
 

 Ontem um cliente me perguntou se era difícil recorrer ao STF, daí resolvi explicar de maneira didática sem juridiquês, não sei se entendeu, ao final da minha explanação nós rimos, e muito:


Suponhamos que nesses meus 18 anos de advocacia meu desejo sempre foi que um recurso (espermatozoide) fosse conhecido, julgado e provido (fecundado) no óvulo (Corte do STF), porém o método convencional nunca funcionou, pois além do uso da pílula anticoncepcional e do DIU que ela (STF) usa, ainda possui endometriose, ovário policístico (Filtros para barrar recursos), e ainda me submeti a operação de vasectomia, ou seja, IMPOSSÍVEL êxito na minha intenção.
Por outro lado, de outra banda, todavia, entretanto e por conseguinte, se contratar uma "clínica especializada em inseminação artificial" pagando um caminhão de $$, o óvulo que sempre rejeitou os espermatozoides ou que nunca os conheceu em razão das dificuldades que a "vida" impôs será liminarmente fecundado e serei, enfim pai de um lindo e saudável recurso...
E segue a fecundação recursal! (Jose Brito)



E abaixo, a foto dos ministros que votaram a favor!!!
Parabéns!!!



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CARPE DIEM

          Antes que me acusem, como escutei de um grande amigo meu, de estar virando "preguiçoso" e estar postando aqui no Blog apenas textos de outros (obviamente que dando os créditos ao autor), comento que tenho feito isso com uma certa frequência devido a qualidade desses textos. É nada mais do que dar crédito e enaltecer um autor pelas belas palavras postas no papel.
          E assim sendo, segue um texto fantástico, que segundo me informaram foi escrito por RUTH MANUS e que vale ser lido e relido...


O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.

Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.

Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.

E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais.

E todo mundo ficou frustrado.

Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.

E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. 

E agora? O que está acontecendo?

Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.

Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão.

 Quem somos nós?

Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?

Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem!

Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?

Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? 

Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? 

Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? 

Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?

Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”. Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo."

Simples assim!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

NOSSA SOCIEDADE_A situação no Espírito Santo (e no Brasil em geral!)

A dias estava pensando em escrever sobre o caos vivido pelo belo estado do Espírito Santo. O texto rascunhado começava com uma alusão ao nome daquele estado e terminava perguntando qual seria o futuro dos capixabas...
Sinceramente foram tantas cenas e tantos comentários, que não consegui formular um texto mais coerente e por fim acabei recebendo em um grupo de WhatsApp o texto abaixo. Infelizmente não sei quem é o autor pois gostaria de parabenizá-lo. Boa leitura!!


"Pelo visto, as coisas estão se encaminhando... A polícia está recuando e o Governo está distribuindo ameaças a policiais e seus familiares.
Bom para todos nós, não é!? Será mesmo? Não vou responder para não criar polêmica, mas não posso deixar de ponderar algumas coisas.
1) o ES está dando um recado ao Brasil. Nossa segurança não é sólida, é forjada através de armas e uniformes.
2) não vamos ser ingênuos... o juramento do militar para proteger e defender a sociedade existe sob a premissa natural de que essa mesma sociedade é merecedora desse mister, é boa, é essencial e justa para com todos os seus membros. Eles não são programados (como robôs) para servir e proteger, eles são inspirados!
3) Os episódios de vandalismo e criminalidade escancararam nossas desigualdades sociais mais uma vez. A polícia que muitos estão ofendendo são o único escudo entre uns poucos privilegiados e outros muitos "excluídos"...
4) Nossa revolta precisa ser melhor trabalhada e direcionada. Vamos ficar revoltados porque não podemos passear no shopping? Fazer nossa caminhada?
"Que se dane que eles não são dignamente remunerados, são nossos servidores não é? Pagamos o salário deles!"
"Se não quiserem ser policiais, façam outra coisa, não é?"
Lindo isso! Assim vamos ajudando a construir nossas castas... repito, eles não são robôs.
Trabalharão por inspiração ou sobrevivência. Se a população não os valorizar, não haverá inspiração e se não lhes permitir sobreviver condignamente, não restará nada.
5) Nossa sociedade precisa repensar os rumos que o país está tomando. Não se sustenta um discurso de escassez enquanto assistimos o deleite público de muitos.
Estamos esquentando uma panela de pressão social!
Corrupção, privilégios, regalias (para uns) convivem com discurso de austeridade, restrição e escassez... para outros.
6) Não podemos mais conviver com um policial ganhando R$ 2.000,00 e um Deputado ganhando R$ 27.000,00. Acho que ficou clara a essencialidade das funções.
Não podemos mais compactuar com um salário de R$ 2.000,00 para professores e R$ 45.000,00 para magistrados e promotores.
Não podemos mais aceitar o repasse de 2 milhões para um hospital e 819 milhões para fundos partidários!!! (Não inventei esse número não, está na LDO 2017).
Pessoas também morrem nesta divisão, não apenas quando policiais não saem às ruas...
As pessoas precisam questionar isso! A omissão também gera consequências.
7) nessa toada, pode ser que cheguemos a um momento em que a sociedade será tão privada dos seus direitos básicos que não permitirá que ninguém mais possa usufrui-los.
"Cruzes! Vc dirá!!! Que exagero!"
Mas não é o que experimentamos nessa semana??? Ou melhor, uma pequena prova.
Esperemos (e trabalhemos) para que esses dias nunca cheguem. Se chegarem, veremos o que é barbárie e caos verdadeiro."

sábado, 7 de janeiro de 2017

DEUS!! Melhor explicação que já vi!!

Recebi essa msg e gostaria de parabenizar o autor. Muito muito bacana realmente!!


FANTÁSTICA ESTA ANALOGIA

No ventre de uma mãe haviam dois bebês.

Um perguntou ao outro: "Vc acredita em vida após o parto?"
O outro respondeu: "É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde." "Bobagem", disse o primeiro.
"Que tipo de vida seria esta?"
 O segundo disse: "Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora."
O primeiro retrucou: "Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos.O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação."
O segundo insistiu: "Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico."
O primeiro contestou: "Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?"
"Bem, eu não sei", disse o segundo, " mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós."
O primeiro respondeu: " Mamãe, vc realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?"
O segundo disse: "Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir."
Disse o primeiro:" Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe."
Ao que o segundo respondeu: "Às vezes, quando vc está em silêncio, se vc se concentrar e realmente ouvir, vc poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa".

Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

EMPREENDEDORISMO

          Hoje, 05 de outubro, comemora-se o dia do Empreendedor. Achei pertinente escrever algo a respeito já homenageando de antemão os abnegados empreendedores brasileiros.

          Primeiramente, vale comentar a origem desse dia: 

"Em 5 de outubro de 1999, quando o governo FHC instituiu a lei 9.841, nasceu o primeiro Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. O documento revogava o decreto anterior a respeito do tema (9.317/1996), que dispunha sobre o regime tributário dessas companhias e criava também o Simples Nacional. De acordo com o texto, o então novo registro vinha assegurar às pequenas empresas um "tratamento jurídico diferenciado, simplificado e favorecido" previsto na Constituição Federal. O estatuto de 1999, que deu origem à data na qual o Dia do Empreendedor é comemorado, valeu até a assinatura da lei complementar 123/2006. Sancionada pelo governo Lula, a lei surgiu para tratar de critérios que definissem as micro e pequenas empresas, como suas faixas de rendimento anual e formas pelas quais elas pagariam os tributos. O texto seria novamente alterado em 10 de novembro de 2011, pela lei 139, que vigora até hoje."

          Mas a grande pergunta é?  Tem o empreendedor brasileiro algo a comemorar:

A preparação para a vida de empreendedor passa primeiramente por 05 desafios:

01- TRABALHO EM EQUIPE
02- OSCILAÇÕES DE MERCADO
03- MANUTENÇÃO DA ORGANIZAÇÃO
04- FORNECEDORES
05- SAÚDE FINANCEIRA

          Não bastassem esses 05 pontos, em especial no Brasil, temos uma "mão invisível" que em nada se assemelha aquela mão de Adam Smith... muito pelo contrário, é um verdadeiro fardo governamental que além de complicar em demasia a vida do empreendedor com um emaranhando jurídico, ainda o onera com impostos irracionais e que invariavelmente jogam esse visionário para a informalidade e/ou abandono de seu sonho.

          Segundo dados do SEBRAE, 27% das empresas fecham no seu primeiro ano e 60% em seu segundo ano. Pode se afirmar que um dos motivos é a falta de conhecimento administrativo o que, aliado a uma falta de cultura empreendedora em nossa sociedade, acaba por infelizmente aniquilar essas empresas.

          Não querendo parecer pessimista nem negativo e lembrando que esse post é comemorativo, termino esse relato dando os parabéns aos empreendedores... parabéns pelo seu espírito inovador, pela garra e pela tentativa de mudança cultural inclusive. Parabéns pelo seu dia!!!!!



quarta-feira, 29 de junho de 2016

Vereadores: 9 , 13 , 15 , 17, 19 ou 21? O problema está no Sistema ou nas Pessoas?

          Pegando o gancho do post de 13/junho onde comentava sobre a utilização de boas ideias (behcmarking), transcrevo abaixo um excelente texto com propostas concretas de moralização e profissionalização da administração pública municipal.
          O texto, recheado de ótimas propostas é de autoria do grande amigo e iguaçuense de coração Wanderley Bertolucci Teixeira, e explicita um projeto que eu particularmente gostaria de ver aprovado. Apesar de ter sido publicado ainda em 2011, com essa nova tentativa recente dos "nobres" vereadores de Foz em aumentar a quantidade de cadeiras na Câmara, torna-se atual e nos leva a uma reflexão para melhor posicionamento a respeito do tema.
          Excelente leitura e agradeço se puderem comentar com melhorias e alterações nessa proposta.




Proposta Alternativa para  Câmara Municipal de Foz do Iguaçu / ACIFI  /ICVB  /OAB   

1 - Criação imediata de um Curso de Organização Social Política, com apoio dos órgãos públicos, disponível para qualquer cidadão de forma  gratuita e principalmente aos dirigentes e membros de partidos, candidatos para 2012, vereadores do atual mandato, para que exista uma certificação de participação de curso em conjunto com  a Justiça Eleitoral e suporte do Ministério Público Estadual e Federal, atendendo nossa Legislação Eleitoral, bancados e mantidos pelas Entidades Iguaçuenses, Faculdades, Igrejas e ONGS. Teria que ser implantado em 2011 com vistas às eleições de 2012, com carga horária e grade, discutidas, definidas e aprovadas.

2- Manter os 15 vereadores e reduzir de 4 cargos que cada vereador tem poder de nomeação, para 3, sendo:

a- UM (1) assessor indicado pelo vereador eleito, desde que não configure nepotismo ou nepotismo cruzado na busca dos princípios constitucionais da impessoalidade, transparência e probidade e  atendendo a súmula vinculante 13 do STF que desde agosto de 2008 proíbe a contratação para cargos de confiança de parentes até o terceiro grau por agentes públicos, excluído o cargo de Ministro e Secretaria de Estado;

b- UM (1) assessor indicado será o  primeiro suplente do partido de acordo com sua votação;

c- UM (1) assessor obrigatoriamente terá  formação técnica com nível superior e preferencialmente com doutorado;

*** Os 15 assessores dos vereadores mencionados no item c acima seriam especialmente nas áreas ambientais, econômica, auditoria, jurídica, mercado exterior, turismo, saúde, educação, logística, infra estrutura, legislação, Mercosul, com definição da comunidade por intermédio das entidades representativas em conjunto com a Câmara Municipal num projeto de assessoria técnica a todos os vereadores na parte legislativa , bem como discutir as questões locais, conferir e fiscalizar os atos do executivo Municipal com relação à Administração e Gastos de Orçamento.

3- Estabelecer o limite máximo previsto de 3%  da receita do município, criando uma lei específica para regulamentar o tema, para despesas e insumos da Câmara Municipal  podendo ser revisto de acordo com necessidade e sustentação técnica dentro de novo pacto político social com a comunidade Iguaçuense, suas entidades representativas e Câmara Municipal;

A sociedade iguaçuense teve um momento muito duro na escolha de seu novo modelo no início da década de 2000, apoiando o  combate ao contrabando, o ilícito e estimulando o desenvolvimento econômico e social sustentável. A diretoria da  ACIFI naquele momento, teve uma participação firme, forte e decisiva, percebendo com clareza o bônus a médio e longo prazo da sociedade em geral e assumindo o ônus  e  os riscos inerentes do momento, trabalhando com com ética, respeito e transparência, tanto interna quanto externa.

Novamente estamos num divisor de águas.  Que seja percebida a mudança de postura e atitude da  sociedade que decide interferir de forma contundente em seu  destino. Que os agentes públicos entendam que não são donos dos órgãos públicos e sim meros mandatários do povo.

Que também a sociedade desperte e saia da mera crítica, e caminhe para o envolvimento e comprometimento em participações partidárias, contribuindo para oxigenar os partidos políticos com novas ideias e posturas, estabelecendo o contraditório interno e externo.

Claramente todos atores percebem a necessidade de mudança.  O que  esta se definindo é o modelo mínimo de consenso.  Que não seja um confronto.
       
Que seja a busca incessante de transformar o fim maior da política:  O Bem Comum

segunda-feira, 13 de junho de 2016

DAS BOAS IDEIAS

          Um dos jargões mais utilizados pela administração moderna trata do BENCHMARKING. Em linhas gerais, estimula uma empresa, a partir de boas práticas de outras, examinar e adaptar ao seu próprio negócio, padrões positivos, comparando seu desempenho com outras instalações. Não se trata te uma "cópia ou plágio de ideias" simplesmente, vai mais além, pressupondo uma interação e cooperação entre as partes.
          Nessa linha de "olhar o mercado" e adaptar o que é bem feito em outras praças, na administração pública bons exemplos e projetos inovadores de outras cidades e estados também devem ser analisados para que os gestores apliquem em suas próprias cidades. Um bom exemplo desse tipo de ideia que poderia servir de exemplo para o Brasil todo ( e especialmente para Foz do Iguaçu), é o projeto de ciclistas poderem levar as bikes nos ônibus. Uma excelente ideia que transcrevo na íntegra abaixo como sugestão a nossos legisladores. 


Curitiba testa projeto para ciclistas levarem bikes nos ônibus.

Curitiba começou a testar, nesta sexta-feira (10), o “BRT-Bike”, um projeto-piloto que permite a ciclistas embarcar no transporte coletivo com suas respectivas bicicletas. Os testes se estenderão por pelo menos um mês, restritos à linha Centenário/Campo Comprido, que cobre o eixo leste-oeste da capital paranaense. Se aprovada, a iniciativa será ampliada para outras linhas, conforme demanda apontada a partir de estudos técnicos.
“É um projeto-piloto desenvolvido com uma tecnologia caseira, com o objetivo de integrar os modais de transporte”, definiu o prefeito Gustavo Fruet (PDT).
A linha Centenário/Campo Comprido foi escolhida para a fase de testes por ter uma “demanda manifesta” de ciclistas, que seriam beneficiados por essa integração com o sistema de ônibus. Neste período de experiência, dos 24 biarticulados da linha, apenas um foi equipado com os engates, aos quais as bicicletas viajam presas.
A adaptação do biarticulado do “BRT-Bike” consiste na instalação de travas metálicas no fundo do ônibus (com entrada pela porta “5”), nos quais duas bicicletas podem ser engatadas por cintos de segurança. De fácil operacionalização, o equipamento será manejado pelos próprios ciclistas. O aparelho custou R$ 6,5 mil, pagos pela Urbanização Curitiba S/A (Urbs), neste projeto-piloto. A entidade ainda não definiu quem cobriria os investimentos, caso a iniciativa fosse aprovada e estendida a outras linhas.
O ônibus do “BRT-Bike” está identificado por uma logomarca azul, afixada na porta “5” do veículo. Os ciclistas podem embarcar em qualquer horário, mas apenas nos terminais Campo Comprido, Campina do Siqueira, Capão da Imbuia, Vila Oficinas e Centenário, além de na estação-tubo da Praça Rui Barbosa.
“A bicicleta não é uma única solução de mobilidade, mas uma das soluções. A ideia é integrar. O ciclista pode fazer o trajeto de ônibus até um terminal e, por exemplo, em vez pegar um alimentador, fazer o restante do percurso de bicicleta”, disse o assessor de mobilidade da Secretaria de Trânsito, Jorge Brand, o Goura.

Tempo de operação

O presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Junior, disse que, no período de testes, técnicos da empresa ficarão de olho, principalmente, no “tempo de operação” do “BRT-Bike” – ou seja, quantos minutos os ciclistas vão gastar para embarcar com as bicicletas e engatá-las no equipamento. Além disso, a Urbs vai avaliar eventuais transtornos que o projeto venha a causar a outros usuários, especialmente nos horários de pico.
“Já estamos fazendo estudos na pesquisa ‘origem-destino’, em que estamos observando questões comportamentais no transporte coletivo. Este será mais um aspecto analisado”, disse Silva Junior.
Segundo o presidente da Urbs, o “BRT-Bike” se soma a outras iniciativas que contemplam as bicicletas como modal de transporte. Nos últimos meses, Curitiba investiu na implantação de ciclovias e da Via Calma no Centro – em um perímetro em que os carros são obrigado a trafegar a um limite de 40 quilômetros por hora. Além disso, no ano passado foram implantados paraciclos em todos os terminais de ônibus, em um total de 228 vagas.

FONTE:  GAZETA DO POVO
http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/curitiba-testa-projeto-para-ciclistas-levarem-bikes-nos-onibus-1a15g5nwn5nw7gvgwudgusjso?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=midia-social

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A PARÁBOLA DA DEMISSÃO DA FORMIGA DESMOTIVADA

 Não sei infelizmente o autor dessa parábola, o que me impede infelizmente de dar os devidos créditos ao excelente texto. Especialmente para os alunos do curso de administração e para alguns colegas do serviço público.

Boa leitura, cada dia mais válida!!!! 


 "Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. A formiga era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões. A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial... A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer uma pesquisa de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as finanças, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa!
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida."
Autor desconhecido

quarta-feira, 11 de maio de 2016

INDIGNAÇÃO SELETIVA

          Daqui a 10 minutos o Senado Federal começa a votar o impedimento da atual presidente. Não vou entrar no mérito aqui se é crime ou não, se é golpe ou processo legítimo, se é coxinha X mortadela.  O que gostaria de levantar é um tema talvez mais importante... se a presidente cometeu realmente essas pedaladas fiscais e consequentemente incorreu em crime de Responsabilidade Fiscal (e sim, acredito que realmente o fez), a questão é: Como ninguém falou nada à época? Onde estavam os mais de 500 deputados e 81 senadores que não falaram absolutamente nada? Por que ninguém (Ministério Público, Sociedade Civil, TCU...) não apontou esse crime cometido por 02 ou 03 anos seguidos?  Onde estavam todos?  Como deixaram o tal do Cunha ficar até ontem e de repente, um ministro do STF aparece e o apeia do poder?  Onde estava esse ministro a 01 anos atrás quando esse Cunha assumiu??? E poderíamos continuar com outros nomes, mas ficarei por aqui...
          Se descermos um pouco mais, trazendo pra política estadual, a pergunta é: como o atual governador, Beto Richa, ainda está no cargo? Onde estão os deputados estaduais que não enxergam (ou não querem enxergar) o que ele está fazendo com a saúde e com o ensino público no Paraná. Sou professor na Unioeste e posso falar com conhecimento de causa. Os cortes orçamentários para essa universidade são enormes.
          Mas tudo isso era pra chegar aqui na nossa cidade... o atual prefeito, com escutas realizadas pela Polícia Federal, com secretários diretos presos (ou levados coercitivamente para prestar depoimento), com provas de ladroagem e improbidades, foi declarado inocente ontem (10/maio) pela Câmara de Vereadores de Foz!!!  Isso mesmo, o Reni tem o aval dos atuais vereadores para continuar "administrando" a cidade do jeito que quiser.
          Bom, uma das escutas realizadas pela PF mostra que ele "já havia solucionado tudo", ao "distribuir cargos diretos aos vereadores", além da boa e velha "graninha".
          O título dessa postagem retrata isso... vamos pras ruas pra tirar todo mundo que só está no poder para roubar e locupletar-se com as benesses governamentais.   Bom, se não der pra ir pras ruas, vamos então pras URNAS... em outubro temos eleições municipais. Vamos pensar com carinho em nossa cidade. Só depende de nós!!!!

terça-feira, 19 de abril de 2016

ATÉ QUANDO???

       


          Sei que pode parecer meio macabro ou chocante começar um post com essa foto. Inclusive alguém poderia perguntar qual a relação que o título (VEREADOR) tem com a imagem... pois bem, a verdade é que essa foto retrata a situação em nossa cidade hoje. Diversos animais, maltratados e/ou abandonados pelas ruas de Foz do Iguaçu.
          Não se trata tão somente de um caso de respeito e proteção aos animais, que por si só já seria grave, trata-se ainda da imagem de uma cidade turística e, principalmente, de uma questão de saúde pública.
          Sinceramente, não encontrei a legislação municipal que aborda esse tema porém o fato de não haver (ou de não ser cumprida) legislação da destinação de animais abandonados ou maltratados, não pode servir de base para fundamentar a inércia do poder público em providenciar o controle populacional, da correta destinação desses animais e de fazer o controle de zoonoses no município
          Agora sim, se estamos falando de leis que ou não existem, ou não são cumpridas, estamos de novo indo atrás daqueles que são os responsáveis por isso, os VEREADORES. Esse é o grande ponto dessa postagem, tentar entender até quando essa situação irá perdurar.  Várias seriam as soluções, desde parcerias com as faculdades de Foz, capacitação de servidores, educação ambiental e também PUNIÇÃO EXEMPLAR para os que tratam os animais dessa forma.
          Sem querer alongar-me muito, termino com um simples questionamento abaixo...


ATÉ QUANDO???!!!





segunda-feira, 14 de março de 2016

VEREADOR NÃO É PROFISSÃO!!!

          Um dos temas mais recorrentes quando conversamos sobre salários e benesses dos vereadores, trata dos exorbitantes valores recebidos por esses representantes populares que conseguem receber mensalmente cerca de 10 salários mínimos, acumulando ainda vantagens com jetons, sessões extraordinárias, férias, convocações e viagens. Tudo isso, obviamente gera indignação de todos pois sabemos da baixa produtividade desses vereadores e do desperdício de recursos que é manter nesses cargos, pessoas incapacitadas e apinhadas de assessores e correligionários. 
         Nesse sentido, particularmente creio que o cargo de vereador deveria ser setorial (ou por bairros) e que deveria ser sem remuneração alguma, em um posicionamento extremamente altruísta, com reuniões semanais e sem nenhum custo para o erário. Vereador não poderia ser uma profissão, deveria ser um cargo honorífico que congregasse cidadãos de todas as camadas sociais preocupados com as verdadeiras questões populares. Isso sim seria um verdadeiro avanço social e democrático, sem a participação de interesses pessoais ou de empresas e, principalmente, sem a mercantilização do sistema eleitoral. Tenho certeza que se assim fosse, não teríamos candidatos vendendo até a alma para se elegerem e que precisam, após eleitos, a todo custo recuperar o investimento. 
          Obviamente que um projeto desses dificilmente seria aprovado pelos legisladores atuais, é uma utopia (será??) e que se fosse proposta, seria tratada com desdém e chacota pelos vereadores que lá estão. Assim sendo, uma proposta interessante seria copiar algumas ideias que já existem Brasil afora, como por exemplo, instituir como  teto salarial do vereador, o do professor municipal. Em outras palavras, seria um projeto de lei onde VEREADOR NÃO PODE TER SALÁRIO MAIOR QUE PROFESSOR MUNICIPAL... simples assim.  
          Imagino essa situação estendida a todo o Brasil... imaginem deputados e senadores ganhando menos que professores de colégios estaduais e municipais. Ah se essa moda pega!!!




(Semana que vem vamos abordar um tema que me cobraram recentemente, referente aos animais nas ruas de Foz. Cavalos, cachorros, enfim... um sem número de animais abandonados e/ou sofrendo em nossa cidade. Pode parecer banal mas é inclusive uma questão de saúde pública.  Até lá!!)



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

CIDADANIA E GESTÃO CO-PARTICIPATIVA!!! Nós precisamos cuidar do que é nosso!!!!

          Hoje vamos abordar a participação do eleitor no processo eleitoral. Infelizmente somos em geral pouco politizados. Não nos envolvemos no processo (salvo o voto obrigatório) e costumeiramente não acompanhamos o dia a dia do parlamento.
          Como um vereador pode lidar com isso? Como reverter esse aparente descaso ou ainda, aversão a política?
          Uma forma é através da utilização de recursos tecnológicos. Todos tem acesso a internet e possuem computadores ou smartphones hoje em dia. Então por que os políticos após eleitos se esquecem dessas ferramentas? Por que teimam em se esconder e não dar a devida publicidade às reuniões e eventos? Bom, a resposta a essas perguntas o leitor provavelmente sabe...
          A verdade é que duas ações muito simples aumentariam o interesse e consequentemente a participação popular nas decisões ou desmandos dos vereadores:

01) Disponibilização no site da  Câmara de Vereadores dos videos (ao vivo e gravados) das sessões e, em paralelo, uma campanha junto a população para que acompanhem as sessões;

02) Adesão do município ao COLAB.RE ou ainda ao ZUP da Tim. Esses dois aplicativos são espécies de redes sociais de queixas e de sugestões urbanas. De acordo com o site do aplicativo "o Colab (www.colab.re) é uma rede social voltada para a cidadania, pois faz a ponte entre cidadãos e cidades, conectando pessoas a prefeituras e órgãos públicos" . Então, com um investimento relativamente baixo (pouco menos de R$ 3.000,00 p/mês), teríamos a participação popular, a obrigação de atenção do poder público pois como em uma publicação do facebook, os interessados recebem alertas sobre o andamento do caso, e principalmente, uma politização da população como um todo.

          Bastaria um pouco de boa vontade e um projeto de lei instituindo esse tipo de serviço.

               Abração e até segunda que vem.